É comum uma marca que nasce de um propósito, uma vontade ou uma ideia, dar por si a visualizar para quem se destina, o seu target. Pois bem, é verdade que o Marketing tem evoluído muito nos últimos anos e vindo a colmatar algumas falhas estratégicas que muitas marcas e empresas apresentavam até então, mas existe ainda uma pretensão recorrente de querer sempre comunicar a excelência, o luxo, o caro e o elegante, mesmo não sendo isso que o público procura.
Muitas vezes, as marcas acabam por construir uma comunicação mais próxima daquilo que gostariam de representar do que daquilo que realmente faz sentido para quem consome os seus produtos ou serviços. Essa discrepância pode criar uma distância entre a marca e o seu público, tornando a mensagem menos eficaz.
Há que comunicar para o público que consome o que se vende! Tomemos o mercado retalhista, por exemplo, todos fazem compras de mercearia. Mensais, semanais e até diárias, estas compras fazem parte da rotina da maioria das pessoas. Para a grande generalidade da população, o custo é o principal fator de decisão de compra. Tendo esta informação em conta, interessa às empresas que atuam neste mercado que a sua comunicação seja facilmente identificável, user friendly e focada no preço, na promoção e na facilidade de compreensão da oferta.
Perderia o sentido que uma grande empresa de retalho começasse a comunicar a preto e branco, com fotos de autor e tipografias grotescas… num Folheto de Natal. Embora pudesse resultar numa peça visualmente interessante ou até artisticamente relevante, dificilmente cumpriria o seu principal objetivo: comunicar de forma clara e imediata as oportunidades de compra ao consumidor.
Não se quer com isto dizer que todas as empresas que trabalham com um determinado público tenham de ter uma comunicação indelével entre si, ou que todas devam seguir exatamente os mesmos padrões visuais. No entanto, é fundamental para o sucesso dessa comunicação trabalhar elementos que sejam reconhecíveis, claros e facilmente identificáveis pelo público em questão, garantindo assim que a mensagem chega de forma eficaz a quem realmente importa.
Para concluir:
A presença online das marcas tem aumentado, especialmente no que se refere a redes sociais. Como consequência, o utilizador passou a ser mais seletivo com o conteúdo que visualiza nas redes.